Criado perfume que deixa cocô cheiroso: Bill Gates testou

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Há anos os cientistas buscam uma fórmula para tirar o fedor e deixar o cocô humano cheiroso. Pelo jeito agora o projeto vai adiante.

A mais nova cobaia da experiência é Bill Gates, o fundador da Microsoft. Ele está liderando uma pesquisa para diminuir os problemas sanitários de países pobres e saber “por que as privadas são tão fedidas”?

O trabalho está sendo feito pela Firmenich, a segunda maior empresa do mundo no setor de aromas e perfumes para comidas e produtos de higiene pessoal. A empresa suíça criou um “Perfume de Excremento”.

O resultado desse teste foi um perfume chamado Fedor Universal de Privada, que o Bill Gates está apreciando na foto acima, em sua visita à empresa.

Ele garantiu que quando o Fedor Universal e o Cancelador de Cheiro são combinados em um frasco, o cheiro ruim é completamente cancelado.

Dá até para os químicos adicionarem uma leve fragrância floral.

 

Como

É um neuroperfume: um cheiro capaz de cortar a transmissão do fedor entre o nariz e o cérebro humanos.

Os pesquisadores criaram um aroma que bloqueia os nossos 350 receptores olfativos responsáveis por captar os cheiros dos 4 compostos que provocam o cheiro do cocô: o indol, o p-cresol, o dimetil-trisulfeto e o ácido butanoico.

O odor de um banheiro é muito mais complexo que parece: as privadas liberam mais de 200 compostos químicos. A empresa precisou isolar cada um deles e entender quais são os responsáveis pelo cheiro ruim.

Mas, como cheiros de banheiro variam de acordo com a dieta, os pesquisadores criaram um aroma com esses quatro compostos e foram testá-lo com diferentes culturas na Suíça, na Índia e na África.

Motivo

A Fundação Gates está tentando solucionar os problemas sanitários em países pobres na África e na Ásia.

São um bilhão de pessoas que não tem acesso a banheiros regularmente e acabam fazendo suas necessidades em locais abertos. Só na Índia, 70% das residências não têm banheiro.

O projeto não vai resolver o problema estrutural do déficit sanitário, mas ele tenta facilitar ao máximo a criação do hábito de usar banheiros públicos.

A ideia é quebrar o ciclo vicioso: a falta de banheiros em condições adequada leva a uma tradição de evacuação pública, que leva ao uso menos eficiente dos poucos banheiros disponíveis, retroalimentando o hábito nem um pouco sanitário.

A Fundação Gates e a Firmenich perceberam que mesmo que a pessoa saiba onde há um banheiro próximo e mesmo que se construam milhões de novos banheiros, a população não vai usar as privadas se elas cheirarem mal, porque estão acostumadas com o ar fresco .

A próxima etapa da iniciativa é um projeto-piloto que deve acontecer em latrinas e privadas de comunidades pobres na Índia, para que a empresa possa testar qual a melhor forma de usar o novo produto – em pó ou como spray automático, por exemplo.

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